A morte
de Pitu
Cheguei da escola e fui direto lavar as mãos para
almoçar, quando abri a janela da cozinha logo me deparei com meu cachorro
deitado do lado de fora da casinha, estava frio, fui lá fora ver o que estava
acontecendo. "O cachorro está morto", pensei, "não, ainda está vivo".
Fui correndo para dentro de casa para pegar a ração para dar a ele, quando me
aproximei e senti um odor muito forte. Fiquei desesperada, minha mãe não estava
em casa e eu não sabia o que fazer, eu o cobri, não tinha como fazer mais nada.
Entrei em casa, já tinha perdido a fome, fiquei
olhando ele pela janela. Pensei em tudo que passamos juntos, nas tardes de
domingo na praça da igreja correndo e brincando, comecei a chorar. Fui lá fora
para ver se ele tinha morrido, eu o descobri e ele olhou para mim, eu podia
sentir a dor que ele estava sentindo. Comecei a chorar mais ainda, o cobri
novamente o frio estava aumentando, ele queria se levantar, mas não conseguia.
Fiquei com dó, mas não podia fazer nada, ele tinha
só três anos de idade. O que teria acontecido com Pitu. Fiquei ao lado dele até
a sua morte, ele demorou algumas horas para morrer. Esperei minha mãe chegar,
ela queria ser forte porque estava ao meu lado, meu pai cavou um buraco e o
colocou dentro. Foi nessa hora que percebi que Pitu não iria mais voltar.
Amanda Débora da Silva – 3º B

É, Amanda, perdi também muitos animais de estimação, mas dizem que isso é um treino para aceitarmos a morte.
ResponderExcluirBoa crônica!