sábado, 31 de março de 2012
A simpática Praça do Café
Quanto movimento, quantas rotatórias, quantos carros e
ônibus indo e vindo e circulando a nossa querida Praça do Café. Crianças e
jovens, vão e vem todos os dias, indefinidamente, e, nem sequer imaginam como
era esta praça há pouco mais de cinquenta anos. Eu mesmo não a conheci, embora
tenham me dito que naquela casinha que, timidamente, aparece no canto direito da foto, foi um dia o teto que abrigou o nascimento deste que escreve agora esta
crônica.
Não vivi naquele tempo. Contudo, posso imaginar como seria
atravessar estas ruas em dias de chuva, lamacentas, para chegar até o posto de
gasolina que se localizava exatamente onde está o prédio da Rádio Cidade
Jandaia, bem próximo ao prédio branco dos Bayer, que insiste em ficar de pé e
ainda abriga comerciantes que valorizam esta cidade e querem ter no seu endereço
comercial: Praça do Café, número tal. É um orgulho!
O tempo passou, tudo mudou, para melhor, e a praça tornou-se
não só um símbolo da cidade de Jandaia do Sul, mas também um ponto de encontro
de casais de namorados e aposentados, gritando “truco” para todos os lados. O frescor
das árvores, que refresca o transeunte quando por lá passa ou, simplesmente,
sentar-se para dar alívio ao seu cansaço.
Com nostalgia, ainda me lembro das tantas vezes, em noites
de domingo, quando jovens, nos reuníamos ali para namorar ou só para jogar
conversa fora. Eram intrigas, fofocas, desentendimentos, ciúmes, mas sempre na
ingenuidade daqueles áureos anos. Recordo-me, também dos pipoqueiros, que
pipocavam por cada canto da praça, vendendo um produto tão simples e que fazia
a alegria da garotada, tanto quanto a fonte que, com sprays de águas coloridas.
E com o passar dos anos, bem aos poucos, foram se instalando os vendedores de
cachorros quentes, que ainda se chamavam “hot-dogs”. E o povo todo a passear e a
se divertir, principalmente em épocas de festa do aniversário da cidade.
Olhem para a praça agora, há um monstro inerte de metal e concreto, sufocando
a antiga concha acústica, bem onde se apresentaram valorosos artistas e
cantores desse Brasil afora. Onde o povo se reunia, cantava e dançava feliz. Hoje,
dizem as más línguas, que está difícil até de passar por ela à noite e de serem
abordados por pessoas pouco escrupulosas. É que logo após a retirada dos
quiosques de lanches, a nossa Praça do Café, tão amada, tão saudosa, tão
frequentada, passou a ser território de ninguém depois que o sol se põe.
Mas, tenhamos fé, porque tudo o que vai um dia volta. E nós
voltaremos a ter a nossa Praça do Café como antigamente.
Wilian A. da Cruz
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