terça-feira, 1 de maio de 2012


























Jardim do Colégio

Porque será jardim? Apenas um local com assentos, árvores largados ao tempo e até esquecido por alguns estudantes. Jardim, hora bom, hora ruim. Cenário de paqueras, discussões, paciência, flores e árvores, testemunhas do crescimento escolar e desenvolvimento dos alunos. Paisagem que resiste fortemente ao tempo. O prazer de se sentar na grama, inalar o ar puro, sufocado pela civilização, desenvolvimento e construções. Local que se desliga por alguns segundos do colégio que influencia o ser a esquecer de seus problemas e refletirem sobre sua vida.

Cenário que no inverno se fecha e entra em um estado de dormência meio parado e cinza. Assim como uma árvore, algumas pessoas se fecham para sociedade, outros são apenas tocos secos já mortos, apenas ocupam espaço e que quando acordam para reflexão é tarde demais, porque sua base já danificada, apodrecida e sem sustentação cai com um simples problema da vida, transformando-se em nada, pó, simplesmente matéria orgânica.

Na vida quase tudo passa, mas da morte ninguém escapa, retarda-se, mas sempre o fim será o mesmo para mim e para todos e tudo o que tem vida. Sentado aqui esqueço, por alguns segundos, de que daqui a algum tempos não estarão mais presente para me maravilhar com a beleza da natureza criada por Deus, mas sei que se viver como o criador decidiu, viverei e verei coisas melhores, jamais vistas na terra. Bom, mas por enquanto minha hora não chega, contentar-me-ei com este mundo metafísico desordenado.

Paulo Sérgio Silva de Godoy – 3º B

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Relíquias da Vida!

Vejo rostos sorridentes, às vezes tristes, mas volta e meia estão sorrindo novamente, assim são os idosos e idosas do asilo São Vicente de Paulo de Jandaia do Sul.  Um lugar onde quem passa pelo lado de fora pensa: “Nossa! Já pensou ter que ficar dias, noites, meses e anos dentro de um lugar assim? Deve ser triste e desanimador”.

Mas, enganam-se quem pensa dessa forma. Basta uma visita para comprovar que estão errados, pois logo quando chegamos à entrada, um som toca nossos ouvidos, é um som de uma gaita, junto a ela, um som de viola que nos faz esquecer por um momento que estamos na civilização, trazendo em nossas mentes a lembrança de um lugar sertanejo e simples.

Os jogos de bilhar também são um ótimo passa tempo, os distrai e faz com que o tempo passe rapidamente. E se você quiser um conselho, nesse lugar é o que não falta. “Sente-se, vamos conversar um pouco”, assim diz o velhinho com muitos anos de experiência nessa vida que para nos parece algo tão complicado. É como se fosse uma biblioteca de pais e mães, em que ao invés de você ir buscar um livro para te auxiliar, você vai buscar conselhos desses senhores e senhoras tão simpáticos. Mercadoria boa, eu afirmo, coisa que você só encontrara no Asilo São Vicente de Paulo.

Emerson Gonçalves Machado – 3º B


Pequenas ruas e grandes lembranças

Nas ruas da cidade, onde nasci, as quais percorro todos os dias, onde passei  grande parte da minha infância, ruas onde as crianças brincavam, mas hoje não brincam mais devido às loucuras dos carros que passam. Um dia estas ruas foram calmas e era maravilhoso sentar-se na varanda e sentir o vento passar. Hoje só sentimos o vento dos carros passando correndo sobre elas. Nas varandas das casas como é lindo ver o verde dos campos onde sabemos que é um lugar calmo e gostoso de morar, porém um dia todos nós sonhamos que aqui fosse do mesmo jeito.

Fato que vivi, sou mais uma das pequenas personagens que existem nesta cidade, onde permanecem grandes lembranças e algumas que compõem as paginas do livro. Um dia foi uma cidade calma e tranquila, porém hoje ela está ficando uma loucura, carros que passam e até mesmo não param nas faixas, lixos que os catadores não pegam, coisas históricas sendo destruídas e nada é feito. O que está acontecendo com este povo que amava a cidade e hoje parece não amar mais? Será que é somente a população ou tem dedinhos de políticos envolvidos no meio? Isso é fato. Mas não podemos acusar os poderosos, apenas protestarmos.

Hoje a cidade cresce aos poucos. A contemporaneidade dos tempos modernos vai querendo se infiltrar. Quando o sol brilha ou o sol se esconde é só mais um dia começando ou terminando. Apesar de ser difícil a vida na cidade, não conseguimos mais nos acostumar aos campos verdes com as brisas, o sol nascendo devagar e seus raios passando pelos vidros das janelas seria maravilhoso, mas é uma pena que a cidade nos conquistou.

Pequena rua, mas onde há enormes corações bondosos, vizinhança calma, às vezes, mas sim fofoqueira onde não tem ninguém que não saiba de alguma notícia, vizinhança unida não só de coração, mas de calma, onde todos podem contar com seus vizinhos para o que vier. Esta é a Rua José Maria de Paula.

Patrícia da Silva Dias – 3º A


domingo, 29 de abril de 2012



























Paraíso verde

Em um paraíso distante eu vivo feliz, em uma casa simples, porém aconchegante e perfeita, vivo humildemente feito João de barro. Tenho uma vida tranquila com minha família, natureza e Deus. Mas ninguém poderia brincar sozinho, com meus pais trabalhando e meu irmão estudando, eu ficava sozinha na terra diante da grandeza daquele morro, foi quando eu ganhei um cachorro.

Scooby é um simples “vira-lata”, que só late quando a visita vai embora. Mas não ousem dizer que ele é inútil, ele é a melhor das companhias. Alegro-me ao vê-lo correndo para lá e para cá sem motivo algum.  Ele aprendeu a ser livre, não tendo nem correntes nem grades que o cercam.

Em uma tarde, junto parei para observar o quanto é belo aquele lugar, mas achei que poderia ser mais belo ainda a vista de lá de cima. Com uma câmera na mão e o cachorro do lado decidi enxergar além das quatro paredes. Embora estivéssemos cansados valeu a pena.

A vista que tive lá de cima era linda, a rodovia que une as cidades do país inteiro se rendem as estas belezas. As nossas terras são uma das mais produtivas, e os campos que repousam sobre elas são verdes e macios. E é dali que os agricultores tiram seus sustentos. Fiquei admirada na perfeição daquilo tudo.

Àqueles que vivem presos dentro de seus “cubículos”, junto a todos aqueles tijolos calculadamente colocados uns sobre os outros, e todo aquele cimento minunciosamente colocados naqueles prédios, calçadas e estradas, deixo um recado, Jandaia não é somente aquele centro que os jovens sobem e descem incansavelmente sem motivo algum. É muito mais do que isso.

Junto ao olhar sincero daquele “vira-lata”, vi além da importância que aquele lugar tinha para mim, vi a importância que tinha para a sociedade, para os jandaienses que mesmo sem se importarem, dependem do que é rural, se um cachorro é capaz de entender e respeitar, um ser humano talvez também possa compreender.

Érica Isabel da Silva – 3º A

quinta-feira, 26 de abril de 2012


Obrigada minha querida escola!

Escola, nossa segunda casa por muitos anos, quando nela entramos éramos como “Joias brutas”; sem forma concreta e sem brilho, e durante nossa longa caminhada somos objetivados por nossos lapidadores – professores – a nos tornarmos um lindo diamante, do qual com seu brilho ofuscante, nos tornemos um objeto, que por mais sutil, chame atenção de todos.

Neste ano em particular, estes mesmos “diamantes” que dão vida ao blog com suas crônicas, compartilham de um mesmo sentimento; o de nostalgia, saudade de quando éramos somente joias brutas, pois agora, no fim de nossa jornada na escola, somos colocados frente ao sol e em nossa estrutura são refletidas diversas cores, formando um caleidoscópio de possibilidades e momentaneamente nos deixando confusos quanto a nossa cor de origem que sempre nos acompanhará se escolhermos o caminho certo.

Pensar no quão difícil será nossa caminhada a partir daí, faz-nos querer lembrar de nossas memórias da escola, que por mais que reclamássemos, hoje vemos muito bem que os momentos felizes  que passamos, superam os momentos tempestuosos, e que os momentos tempestuosos não foram de todo o mal, com eles aprendemos que é errando que se aprende.

Nela também conhecemos muitas pessoas, algumas dessas simplesmente passam vagamente em nossas vidas, outras permanecem e, a estas, chamamos de amigos. Com eles nossa rotina se torna menos cansativa, cuidamos uns dos outros, passamos por vários momentos tristes, felizes, engraçados, tensos, constrangedores, emocionantes, furiosos; e auto intitulamos estes amigos por meio a este emaranhado de sentimentos como nossa segunda família.

Como pode um único lugar onde passamos algumas horas, nos dias úteis, durante alguns anos, transmitir tantas boas lembranças? Pois eu lhe digo meu amigo! Intertextualizando com a famosa frase de Lavoisier "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma", na escola “Nada se cria sem os professores, nada se perde quando nos esforçamos e temos amigos do nosso lado, tudo se transforma em conhecimento e lembranças de uma época inesquecível e indispensável de nossas vidas”. Obrigada minha querida escola!

Graziella Juliê Rozão – 3° A 

segunda-feira, 23 de abril de 2012


























Lar doce Lar

Imaginem uma cidade onde as pessoas são simpáticas, que na harmonia do dia a dia, vivem despreocupadas com o amanhã. Não importa para o que ou porque, o que elas realmente querem é viver, viver e não olhar para trás. Essa é a nossa querida cidade simpatia, e é sobre um dos lugares dela que vou falar.

Um dia desses eu estava passando na rua e vi aquele lugar com muitas e muitas crianças correndo. Brancas, morenas, pardas, amarelas e também tinha umas bem sujinhas brincando no parquinho. Sem contar uns meninos correndo atrás do outro tropeçando e ralando o joelho, e também umas meninas no balanço, e de vez em quando uma caía. Esse é o nosso lar, o Lar São Francisco de Assis, que é o lugar onde crianças de várias idades, tamanhos e famílias passam boa parte do dia enquanto suas mães e pais trabalham, ou talvez não.

Todos os dias de manhã o ônibus do Lar busca as pequenas e inocentes crianças, na verdade nem todas são inocentes, sempre tem alguma que quer ter mais brinquedos que a outra, e aquelas que não mostram o lanche para ninguém ficar pedindo. Elas chegam ao Lar e vão estudar, ou pelo menos fingem que estudam. Lá também tem uma capela para fazerem suas orações que é o Cantinho do Céu, elas cantam e fazem apresentações, são capacitadas a um dia ser alguém na vida.

Se você é pai ou mãe e quer que seu filho não fique na rua, coloque-o no Lar para você poder ir trabalhar sossegado porque o máximo que pode acontecer com ele vai ser um machucadinho básico ou uma batidinha na cabeça, mas isso dificilmente acontece, eles podem até chorar, só devemos lembrar que chorar é para os fracos. Ou melhor, chorar é para os fortes, pois só eles têm força para suportar o peso de cada lágrima. Lar doce lar deve ser o que as pessoas pensam quando escutam dele falar ou veem aquelas crianças passar.

Sabrina Deosti – 3°A 























O Cemitério de Jandaia

Por entre ruas estreitas, observo casas dos mais variados estilos, o antigo contrastando com o atual. Durante a vida descobrimos que vivemos em função da morte. Ela não escolhe classe social, beleza, ela não diferencia o rico do pobre. É quando nossa morada se torna um lugar de paz, serenidade, luz. Mesmo que às vezes pareça que ali não cabem mais casas, as mais simples acabam se tornando sobrados, prédios, que abrigam muitas almas que de um jeito ou de outro acabam sendo iguais.

Como um gesto de reverência, enfeitamos essas casas com flores para que de alguma forma nossos entes fiquem felizes pela nossa preocupação em manter suas casas sempre lindas, coloridas, e limpas. Ainda que às vezes pareça um bairro de dor, no final sempre acaba se tornando um local de felicidade, pois estamos cientes de que de alguma forma ali se descansa em paz, e ficamos felizes por saber que eles não estão mais aqui para passar sofrimentos com catástrofes que diariamente acontecem.

Passar pelo cemitério sem ao menos ir visitá-los, no mínimo é algo constrangedor. Virou algo do nosso cotidiano, pois só quem ama sabe a dor que faz a falta de alguém.

Caroline Tatiane Borges - 3º A

sábado, 21 de abril de 2012


A morte de Pitu

Cheguei da escola e fui direto lavar as mãos para almoçar, quando abri a janela da cozinha logo me deparei com meu cachorro deitado do lado de fora da casinha, estava frio, fui lá fora ver o que estava acontecendo. "O cachorro está morto", pensei, "não, ainda está vivo". Fui correndo para dentro de casa para pegar a ração para dar a ele, quando me aproximei e senti um odor muito forte. Fiquei desesperada, minha mãe não estava em casa e eu não sabia o que fazer, eu o cobri, não tinha como fazer mais nada.

Entrei em casa, já tinha perdido a fome, fiquei olhando ele pela janela. Pensei em tudo que passamos juntos, nas tardes de domingo na praça da igreja correndo e brincando, comecei a chorar. Fui lá fora para ver se ele tinha morrido, eu o descobri e ele olhou para mim, eu podia sentir a dor que ele estava sentindo. Comecei a chorar mais ainda, o cobri novamente o frio estava aumentando, ele queria se levantar, mas não conseguia.

Fiquei com dó, mas não podia fazer nada, ele tinha só três anos de idade. O que teria acontecido com Pitu. Fiquei ao lado dele até a sua morte, ele demorou algumas horas para morrer. Esperei minha mãe chegar, ela queria ser forte porque estava ao meu lado, meu pai cavou um buraco e o colocou dentro. Foi nessa hora que percebi que Pitu não iria mais voltar.

Amanda Débora da Silva – 3º B






sexta-feira, 20 de abril de 2012





















Jandaia do Sul: sobra simpatia, mas faltam árvores

Certa tarde de verão, céu límpido e sol de derreter os miolos, caminhava pelo centro de nossa cidade, gentilmente chamada de “Cidade Simpatia”, na avenida principal, a Getúlio Vargas, e me dei conta da total falta do verde. Ao procurar uma sombra para estacionar ou bater um papo, não há, meu amigo! O pior é saber a razão dessa ausência de árvores: a maioria dos comerciantes que possuem estabelecimentos, na dita avenida, alega que as árvores irão encobrir as fachadas de suas lojas e sujar com folhas e flores as suas calçadas. Mas, num dia quente como esses que têm feito ultimamente, o que é mais importante, a fachada bonita, iluminada e nua de uma loja, ou o conforto, o frescor e o aconchego de uma sombra arbórea, ouvindo o cantarolar dos pássaros que se abrigam nos galhos?

Nossa simpática Jandaia do Sul possui vias urbanas bem arborizadas, porém o centro carece de mais verde. Infelizmente, nos locais com maior circulação de pessoas, inclusive aquelas advindas do Vale do Ivaí (que aqui realizam suas compras, dando lucro ao nosso comércio), são locais com grande carência de árvores. Não me lembro como era o centro antigamente, mas meus familiares já me disseram que havia, sim, árvores plantadas em toda a extensão das avenidas Getúlio Vargas e Anunciato Sonni, as duas vias que perpassam toda a cidade. Será que a ganância de nossos comerciantes supera sua consciência ecológica? Ou será que essas pessoas que se preocupam apenas com a aparência de seu comércio tem alguma noção da importância de se plantar uma árvore? Creio que lhes falta a tal consciência ecológica...

Na verdade, falta muita coisa na cabeça de nossos munícipes, como acontece com a maioria do povo brasileiro, como o cuidado com a limpeza urbana, a conservação do patrimônio público e outros. Não podemos jogar a culpa apenas nos lojistas pela ausência de árvores no centro. Na verdade, há várias pessoas que vandalizam as árvores quando são plantadas, destruindo-as e não deixando que cresçam e forneçam sua sombra amiga a todos. É uma pena que isso ocorra, não só em nossa cidade, mas em todo o país. Necessitamos de mais educação, mais cuidado com o meio ambiente, mais amor entre as pessoas. Pois, se houver mais amor, todos irão cuidar uns dos outros e também cuidar da natureza, da cidade onde vivem e de si mesmos com mais atenção. Aí sim, no caso de nós, jandaienses, poderemos nos orgulhar do titulo de Cidade Simpatia.

Ademir Faria Pires – 3º A

sábado, 31 de março de 2012

Visão panorâmica de Jandaia do Sul


Praça do Café - 1958


A simpática Praça do Café


Quanto movimento, quantas rotatórias, quantos carros e ônibus indo e vindo e circulando a nossa querida Praça do Café. Crianças e jovens, vão e vem todos os dias, indefinidamente, e, nem sequer imaginam como era esta praça há pouco mais de cinquenta anos. Eu mesmo não a conheci, embora tenham me dito que naquela casinha que, timidamente, aparece no canto direito da foto, foi um dia o teto que abrigou o nascimento deste que escreve agora esta crônica.

Não vivi naquele tempo. Contudo, posso imaginar como seria atravessar estas ruas em dias de chuva, lamacentas, para chegar até o posto de gasolina que se localizava exatamente onde está o prédio da Rádio Cidade Jandaia, bem próximo ao prédio branco dos Bayer, que insiste em ficar de pé e ainda abriga comerciantes que valorizam esta cidade e querem ter no seu endereço comercial: Praça do Café, número tal. É um orgulho!

O tempo passou, tudo mudou, para melhor, e a praça tornou-se não só um símbolo da cidade de Jandaia do Sul, mas também um ponto de encontro de casais de namorados e aposentados, gritando “truco” para todos os lados. O frescor das árvores, que refresca o transeunte quando por lá passa ou, simplesmente, sentar-se para dar alívio ao seu cansaço.

Com nostalgia, ainda me lembro das tantas vezes, em noites de domingo, quando jovens, nos reuníamos ali para namorar ou só para jogar conversa fora. Eram intrigas, fofocas, desentendimentos, ciúmes, mas sempre na ingenuidade daqueles áureos anos. Recordo-me, também dos pipoqueiros, que pipocavam por cada canto da praça, vendendo um produto tão simples e que fazia a alegria da garotada, tanto quanto a fonte que, com sprays de águas coloridas. E com o passar dos anos, bem aos poucos, foram se instalando os vendedores de cachorros quentes, que ainda se chamavam “hot-dogs”. E o povo todo a passear e a se divertir, principalmente em épocas de festa do aniversário da cidade.

Olhem para a praça agora, há um monstro inerte de metal e concreto, sufocando a antiga concha acústica, bem onde se apresentaram valorosos artistas e cantores desse Brasil afora. Onde o povo se reunia, cantava e dançava feliz. Hoje, dizem as más línguas, que está difícil até de passar por ela à noite e de serem abordados por pessoas pouco escrupulosas. É que logo após a retirada dos quiosques de lanches, a nossa Praça do Café, tão amada, tão saudosa, tão frequentada, passou a ser território de ninguém depois que o sol se põe.

Mas, tenhamos fé, porque tudo o que vai um dia volta. E nós voltaremos a ter a nossa Praça do Café como antigamente.


Wilian A. da Cruz

Praça do Café há poucos anos