Pequenas ruas e grandes lembranças
Nas ruas da cidade, onde nasci, as quais percorro todos os dias,
onde passei grande parte da minha
infância, ruas onde as crianças brincavam, mas hoje não brincam mais devido às
loucuras dos carros que passam. Um dia estas ruas foram calmas e era
maravilhoso sentar-se na varanda e sentir o vento passar. Hoje só sentimos o
vento dos carros passando correndo sobre elas. Nas varandas das casas como é
lindo ver o verde dos campos onde sabemos que é um lugar calmo e gostoso de
morar, porém um dia todos nós sonhamos que aqui fosse do mesmo jeito.
Fato que vivi, sou mais uma
das pequenas personagens que existem nesta cidade, onde permanecem grandes
lembranças e algumas que compõem as paginas do livro. Um dia foi uma cidade
calma e tranquila, porém hoje ela está ficando uma loucura, carros que passam e
até mesmo não param nas faixas, lixos que os catadores não pegam, coisas
históricas sendo destruídas e nada é feito. O que está acontecendo com este
povo que amava a cidade e hoje parece não amar mais? Será que é somente a
população ou tem dedinhos de políticos envolvidos no meio? Isso é fato. Mas não
podemos acusar os poderosos, apenas protestarmos.
Hoje a cidade cresce aos
poucos. A contemporaneidade dos tempos modernos vai querendo se infiltrar. Quando
o sol brilha ou o sol se esconde é só mais um dia começando ou terminando. Apesar
de ser difícil a vida na cidade, não conseguimos mais nos acostumar aos campos
verdes com as brisas, o sol nascendo devagar e seus raios passando pelos vidros
das janelas seria maravilhoso, mas é uma pena que a cidade nos conquistou.
Pequena rua, mas onde há
enormes corações bondosos, vizinhança calma, às vezes, mas sim fofoqueira onde
não tem ninguém que não saiba de alguma notícia, vizinhança unida não só de
coração, mas de calma, onde todos podem contar com seus vizinhos para o que
vier. Esta é a Rua José Maria de Paula.
Patrícia da Silva Dias – 3º A
Realmente, Patrícia, os motoristas têm exagerado na velocidade nesta rua, principalmente, a partir do dia em que ela se tornou mão única. Crianças brincar nela, nem pensar! Você sabia que apesar do título da sua crônica referenciar esta rua como pequena, ela é a maior de Jandaia?
ResponderExcluirParabéns pela sua crônica!
Prof. Wilian