sábado, 21 de abril de 2012


A morte de Pitu

Cheguei da escola e fui direto lavar as mãos para almoçar, quando abri a janela da cozinha logo me deparei com meu cachorro deitado do lado de fora da casinha, estava frio, fui lá fora ver o que estava acontecendo. "O cachorro está morto", pensei, "não, ainda está vivo". Fui correndo para dentro de casa para pegar a ração para dar a ele, quando me aproximei e senti um odor muito forte. Fiquei desesperada, minha mãe não estava em casa e eu não sabia o que fazer, eu o cobri, não tinha como fazer mais nada.

Entrei em casa, já tinha perdido a fome, fiquei olhando ele pela janela. Pensei em tudo que passamos juntos, nas tardes de domingo na praça da igreja correndo e brincando, comecei a chorar. Fui lá fora para ver se ele tinha morrido, eu o descobri e ele olhou para mim, eu podia sentir a dor que ele estava sentindo. Comecei a chorar mais ainda, o cobri novamente o frio estava aumentando, ele queria se levantar, mas não conseguia.

Fiquei com dó, mas não podia fazer nada, ele tinha só três anos de idade. O que teria acontecido com Pitu. Fiquei ao lado dele até a sua morte, ele demorou algumas horas para morrer. Esperei minha mãe chegar, ela queria ser forte porque estava ao meu lado, meu pai cavou um buraco e o colocou dentro. Foi nessa hora que percebi que Pitu não iria mais voltar.

Amanda Débora da Silva – 3º B






Um comentário:

  1. É, Amanda, perdi também muitos animais de estimação, mas dizem que isso é um treino para aceitarmos a morte.

    Boa crônica!

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