segunda-feira, 23 de abril de 2012
























O Cemitério de Jandaia

Por entre ruas estreitas, observo casas dos mais variados estilos, o antigo contrastando com o atual. Durante a vida descobrimos que vivemos em função da morte. Ela não escolhe classe social, beleza, ela não diferencia o rico do pobre. É quando nossa morada se torna um lugar de paz, serenidade, luz. Mesmo que às vezes pareça que ali não cabem mais casas, as mais simples acabam se tornando sobrados, prédios, que abrigam muitas almas que de um jeito ou de outro acabam sendo iguais.

Como um gesto de reverência, enfeitamos essas casas com flores para que de alguma forma nossos entes fiquem felizes pela nossa preocupação em manter suas casas sempre lindas, coloridas, e limpas. Ainda que às vezes pareça um bairro de dor, no final sempre acaba se tornando um local de felicidade, pois estamos cientes de que de alguma forma ali se descansa em paz, e ficamos felizes por saber que eles não estão mais aqui para passar sofrimentos com catástrofes que diariamente acontecem.

Passar pelo cemitério sem ao menos ir visitá-los, no mínimo é algo constrangedor. Virou algo do nosso cotidiano, pois só quem ama sabe a dor que faz a falta de alguém.

Caroline Tatiane Borges - 3º A

Um comentário:

  1. Carol, essa consciência sobre a morte é muito importante para as pessoa, pois, só quem aceita a morte, pode compreender a própria vida.

    Seja feliz!

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