segunda-feira, 23 de abril de 2012


























Lar doce Lar

Imaginem uma cidade onde as pessoas são simpáticas, que na harmonia do dia a dia, vivem despreocupadas com o amanhã. Não importa para o que ou porque, o que elas realmente querem é viver, viver e não olhar para trás. Essa é a nossa querida cidade simpatia, e é sobre um dos lugares dela que vou falar.

Um dia desses eu estava passando na rua e vi aquele lugar com muitas e muitas crianças correndo. Brancas, morenas, pardas, amarelas e também tinha umas bem sujinhas brincando no parquinho. Sem contar uns meninos correndo atrás do outro tropeçando e ralando o joelho, e também umas meninas no balanço, e de vez em quando uma caía. Esse é o nosso lar, o Lar São Francisco de Assis, que é o lugar onde crianças de várias idades, tamanhos e famílias passam boa parte do dia enquanto suas mães e pais trabalham, ou talvez não.

Todos os dias de manhã o ônibus do Lar busca as pequenas e inocentes crianças, na verdade nem todas são inocentes, sempre tem alguma que quer ter mais brinquedos que a outra, e aquelas que não mostram o lanche para ninguém ficar pedindo. Elas chegam ao Lar e vão estudar, ou pelo menos fingem que estudam. Lá também tem uma capela para fazerem suas orações que é o Cantinho do Céu, elas cantam e fazem apresentações, são capacitadas a um dia ser alguém na vida.

Se você é pai ou mãe e quer que seu filho não fique na rua, coloque-o no Lar para você poder ir trabalhar sossegado porque o máximo que pode acontecer com ele vai ser um machucadinho básico ou uma batidinha na cabeça, mas isso dificilmente acontece, eles podem até chorar, só devemos lembrar que chorar é para os fracos. Ou melhor, chorar é para os fortes, pois só eles têm força para suportar o peso de cada lágrima. Lar doce lar deve ser o que as pessoas pensam quando escutam dele falar ou veem aquelas crianças passar.

Sabrina Deosti – 3°A 

Um comentário:

  1. Sabrina, gostei demais da sua crônica, principalmente, porque estou lá no Lar São Francisco todas as semanas, celebrando com aquelas crianças. Acho, realmente que elas são ingênuas e sofrem muito. Mas, com certeza lá é um "lar doce lar".

    Um abraço!

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