terça-feira, 1 de maio de 2012


























Jardim do Colégio

Porque será jardim? Apenas um local com assentos, árvores largados ao tempo e até esquecido por alguns estudantes. Jardim, hora bom, hora ruim. Cenário de paqueras, discussões, paciência, flores e árvores, testemunhas do crescimento escolar e desenvolvimento dos alunos. Paisagem que resiste fortemente ao tempo. O prazer de se sentar na grama, inalar o ar puro, sufocado pela civilização, desenvolvimento e construções. Local que se desliga por alguns segundos do colégio que influencia o ser a esquecer de seus problemas e refletirem sobre sua vida.

Cenário que no inverno se fecha e entra em um estado de dormência meio parado e cinza. Assim como uma árvore, algumas pessoas se fecham para sociedade, outros são apenas tocos secos já mortos, apenas ocupam espaço e que quando acordam para reflexão é tarde demais, porque sua base já danificada, apodrecida e sem sustentação cai com um simples problema da vida, transformando-se em nada, pó, simplesmente matéria orgânica.

Na vida quase tudo passa, mas da morte ninguém escapa, retarda-se, mas sempre o fim será o mesmo para mim e para todos e tudo o que tem vida. Sentado aqui esqueço, por alguns segundos, de que daqui a algum tempos não estarão mais presente para me maravilhar com a beleza da natureza criada por Deus, mas sei que se viver como o criador decidiu, viverei e verei coisas melhores, jamais vistas na terra. Bom, mas por enquanto minha hora não chega, contentar-me-ei com este mundo metafísico desordenado.

Paulo Sérgio Silva de Godoy – 3º B

Um comentário:

  1. Gostei da sua crônica, Paulo. Você consegue associar bem a questão da vida e da morte e que nós temos que sugar o néctar da vida, como fazem as árvores, mas, ao contrário delas, temos que ser seres sociáveis.

    Parabéns!

    Prof. Wilian

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